ESPÍRITUALIDADE CRISTÃ
quarta-feira, 2 de maio de 2012
YUCATÃ
Uma das grandes experiências de nossa tribo, filhos de Pai Seta Branca, foi vivida na península de Yucatã, no México.
Ali se desenvolveu importante civilização, tendo Chichen-Itza como centro de alimentação energética de diversos outros locais, através das pirâmides. Era como se fosse o Templo-Mãe e os demais Templos do Amanhecer. Em Chichen-Itza, o centro energético e político, as amacês chegavam para distribuir energia etérica e o povo dispunha de conhecimentos profundos e vivia em harmonia e paz, manipulando as forças do Sol, da Lua, de Vênus e de outros astros. Foi o berço da civilização Maya.
Mas uma separação foi forçada pelo irmão do rei, que, ambicioso, quis tomar o poder. Tramou uma revolução para depor o irmão, mas este, alertado pela cunhada, reuniu um grupo de fiel seguidores, e partiu, deixando que o irmão assumisse seu lugar sem haver confrontos ou violência.
Deixando a cidade, o rei seguiu para oeste, e, no meio do caminho, separou seu grupo: um, por ele comandado, foi para Uxmal, onde construíram uma cidade como Chichen-Itza, com a diferença fundamental em sua pirâmide, e o outro grupo foi para o litoral, onde construiu Tulum, a única cidade Maya à beira-mar.
A pirâmide de Chichen-Itza é de quatro faces, e os trabalhos se realizavam, conforme o período, em uma das faces; a pirâmide de Uxmal é de base elíptica, a única no mundo, uma vez que os trabalhos eram executados sob condições de forças mais evoluídas.
Em Chichen-Itza havia um grande poço, onde o povo se sentava nas bordas, fazendo o rei, sobre uma lança que se projetava sobre as águas, toda a manipulação das energias do Povo de Cachoeira e das Sereias de Yemanjá. A água energizada era transformada em vapor, que subia até o povo. Com a mudança, o rei não fez poço em Uxmal, fazendo a manipulação da energia das águas diretamente no mar, em Tulum, que a projetava para a cidade real.
Quando veio a desintegração do povo Maya, os habitantes de Uxmal e Tulum subiram com sua missão realizada, enquanto os de Chichen-Itza e demais cidades, por terem fracassado pela ambição do poder e pela falta de amor, tiveram que voltar, liderados pelo espírito que fora o do irmão do rei, e, pela grandeza da obra de Koatay 108, recuperar o que haviam deixado no Yucatã.
A energia de Uxmal e Tulum formou um imenso reservatório no espaço, de onde flui para os trabalhos nos Templos do Amanhecer, inclusive no Templo-Mãe, a grande Força de Yucatã.
Após o fenômeno da desintegração, os índios invadiram as cidades, dando início à nova era da civilização Maya, que a História desvenda como violenta e sanguinária. Isso porque, sem conhecer os segredos da ciência da manipulação das forças mas sabendo dos grandes fenômenos ali realizados, os invasores, em sua ignorância, pretenderam obter aqueles fenômenos agradando os deuses com sacrifícios humanos e violentas guerras.
Tudo o que a Arqueologia conseguiu se refere aos índios e não aos verdadeiros Mayas, exceto as peças grandiosas, como o calendário maya, e o mistério que envolve as grandiosas construções que ficaram como testemunhas da notável grandeza daquela civilização e o até o momento, inexplicável para a Ciência, desaparecimento do povo que erigiu as fantásticas cidades do Yucatã.
“Uma certa tribo que habitava todo o continente americano, que se espalhava em uma enorme civilização - povo que hoje denominamos Mayas de Yucatã - cresceu a sua ciência a ponto de desafiar a sua própria natureza, esquecendo dos poderes de Deus e da sua Natureza.
Deus em seu reino, em seu plexo, porque o Homem reconhece que foi anunciado o dilúvio!
Porque o Homem tem certeza de que, naquela era distante, o Sol se escondeu, arrebentou a trovoada e as águas, caindo do Céu, arrastaram para o oceano toda a imundície daquela incomparável substância em valores para o etérico.
Eram deuses querendo transformar sua própria natureza. Deus, sim, em sua figura perfeita hieroglífica.
Deus no Homem, porém, não existe, e não existirá Homem-Deus!
A sua sabedoria não tem limites, porém há um limite para os seus poderes. Este limite está na precária condição de sua própria natureza.
Desta vez, em Yucatã: por toda sua terra, aquela inteligência, que mesmo nos labirintos eternos deixou seus rastros, foi sucumbindo o Homem e subindo os deuses. Desta vez foi água, água que transbordou, levando a fortuna inigualável.
Quanto vale a Vida na mente de cada um dos seres humanos que vivem e viveram em todas as épocas?
Todo conhecimento é aproveitado. Nada se perde, tudo se transforma. Porém, quis a vontade de Deus ficarem seus rastros no labirinto real deste caminho. Toda inteligência deixa um alicerce de sua unidade, como deixaram os deuses Yucatãs quando foram recolhidos pela água.
É preciso amar Deus. Os deuses da imortalidade, sem este amor, muito pouco podem fazer. Por conseguinte, deixaram os deuses Yucatãs as suas fortalezas, ficando bem clara a separação dos três plexos de nossa natureza.
Porém, voltaram! Voltaram mais uma vez, insistindo em sua pequena e rude civilização: pedra - mais uma vez, pedra - era só o que aprendia o seu coração, também de pedra. Sim, agora eram os Mayas! Mayas da infeliz experiência de Yucatã. Força e Poder! O Sol e a Lua! Desta vez, o vento era seu condutor, feliz e infeliz.
Sim, filho, depois do aprendizado é preciso retornar ao campo de batalha da vida terrena, é preciso renascer e reconquistar, melhorando o teu caminho cármico, obtendo novas conquistas, novos conhecimentos, para teres a oportunidade de te conheceres a ti mesmo, porque somente a dádiva imortal satisfaz os nossos desejos.
Muitas vezes, quando não conhecemos a nós mesmos, pensamos que os nossos juizes são cruéis.
Saibas que a libertação não está nas ruínas. Voltamos tantas vezes quantas seja preciso. Voltamos pelas nossas ruínas, voltamos em teu benefício. Seja qual for a provação das cicatrizes que assinala o teu caminho, sofras amando e agradeças a Deus pela oportunidade que te fez voltar. (...)
Naquele continente de Yucatã tudo era simples. Os planos se uniam - o Céu e a Terra. Sim, planos de outra dimensão se materializavam. Haviam, nesta civilização, campos de aterrissagem onde naves, vindas de Capela, se comunicavam, em harmonia.
Esta civilização cresceu... crescendo a ponto de conhecer toda a Terra, todo este Universo físico. Romances... Conquistas... Chegando mesmo ao começo da vida que esperamos na passagem do Terceiro Milênio.
Evoluíram tanto, principalmente na Eletrônica, a ponto de projetarem a sua própria imagem em outros planos, totalmente conscientes.” (Tia Neiva, 12.12.78)
“Somente a vontade de Deus nos daria afirmações seguras como este resplandecer que ora estamos vivendo. Sempre ensinei que a perseverança dos nossos espíritos nos traz as mais puras oportunidades, como esta que acaba de resplandecer: o Amanhecer de Yucatã!
Meus filhos, meus mestres! É perfeito este balé de luzes que se desencadeia em nós...
Meu filho, Mestre Yucatã Alberto! Trouxestes, na perseverança dos teus componentes, o poder afirmativo deste poderoso e humilde Ministro, que vem se empenhando e se engrandecendo na tua conduta doutrinária!
Mestre Yucatã, Adjunto Koatay 108 Herdeiro Triada Harpásios, Mestre Adjuração!
Vê, filho, a rama que foi criada e se alastra de um nome jurastes, sob os poderes de Amom-Ra e do rico Vale dos Reis: este Ministro Yucatã!
Meu filho Jaguar, Adjunto Koatay 108 Triada Sívans, Mestre Walter, Segundo Presidente deste Templo de Yucatã do Amanhecer!
Meu filho Adjunto Expedito e todos os componentes deste Amanhecer!
A perseverança, a luta, o amor desta jornada são incomparáveis... Não tenho palavras de afeto comparáveis aos vossos esforços, às vossas lutas. Sim, filhos, é incomparável!
Quisera eu, neste meu sacerdócio, acompanhar outras vezes esta verdade, o que podemos chamar esta realização.
Quisera, mil vezes, estar perto e ser sentida por todos vocês, porém sei - e tenho certeza - que, ao lerem esta pequena mensagem, já estarei aí, pedindo a Deus para vê-los nas figuras de Dubale e Reili.
Desde que partiram para Santa Teresa, eu sempre os vejo nas figuras de Dubale e Reili!
E assim rompemos o véu das incompreensões e das mesquinharias da vida. Diante deste quadro suntuoso, libertem-se das lanças, arregacem as mangas e vamos servir a estes humildes Cavaleiros das Legiões dos mundos de Deus.
Amai-vos uns aos outros. A Lei do Auxílio da cura desobsessiva será a vossa redenção. Perdoai, componentes, trabalhadores incansáveis que tanto produziram, dando testemunho do vosso amor em Pai Seta Branca, mostrando o que é mais importante: a conscientização da individualidade de cada um.” (Tia Neiva, 31.7.82).
SALVE DEUS.
AKINATON
AKINATON
Existem, no Egito, ruínas de uma antiga cidade - Tell-El-Amarna - que foi construída pelo faraó Amenófis IV, da XVIII Dinastia, e se tornou o centro político e religioso de importante fase de implantação do culto ao Sol, liderado pelo faraó, que mudou seu nome para Akinaton ou Akhenaton.
O faraó subiu ao trono com 12 anos, fazendo um governo conjunto com seu pai e se casando com uma princesa de origem até hoje incerta, chamada Nefertiti.
Desde cedo Amenófis IV se mostrou contrário ao culto de Amon, predominante tanto no Baixo como no Alto Egito, e procurou templos onde havia sobrevivido o culto a Aton, antiga divindade regional, que tinha o Sol como o símbolo único e verdadeiro do poder criador de Aton, o deus único.
Quando foi coroado como novo faraó, Akinaton escolheu o Templo do Sol, em Hermontis, para a cerimônia, causando problemas com os sacerdotes, que sempre faziam as coroações em Tebas, a capital, no Templo de Amon.
Junto com Nefertiti, Akinaton iniciou seu governo de forma surpreendente, realizando uma cerimônia ("sed") que só era feita pelos faraós após vários anos de reinado, para revitalizar suas forças mágicas e renovar suas energias, inaugurando um templo em Tebas para culto ao Sol, logo que assumiu o comando sem compartilhá-lo com seu pai.
Logo iniciou a rápida construção de uma nova capital para o Egito, em uma planície às margens do Nilo, bem arborizada e com muitas nascentes de água cristalina. Esse novo centro político e religioso receberia o nome de Akhetaton - "O horizonte de Aton".
Por volta de quatro anos de trabalhos, a nova cidade recebeu a mudança do faraó, que informou que ali estava estabelecido um culto único a Aton, Deus-Sol do qual ele seria o sumo sacerdote. Anunciou que o nome da capital seria mudado para Akhenaton ("Aton está satisfeito").
Estava implantada a idéia do deus único e a dedicação do faraó e da rainha ao bem-estar dos súditos e, especialmente, das famílias, enquanto os sacerdotes e os inimigos externos do Egito maquinavam a destruição do império.
A principal obra da nova capital era o Templo de Aton, onde havia um recinto sagrado, o Oráculo de Aton, ao qual só o sumo sacerdote - o próprio faraó - tinha acesso. Quem ousasse querer entrar ali seria morto instantaneamente pela proteção mágica do local. O templo não tinha cobertura, para que o Sol pudesse banhar todos os que ali estivessem, inclusive uma grande quantidade de alimentos que era distribuída ao povo carente.
O faraó mudou seu próprio nome para Akinaton, e, junto com Nefertiti, realizou uma importante obra de unificação, embora, pelas distâncias e dificuldades de comunicação, o povo continuasse politeísta, adotando Aton apenas como mais um deus.
Após viver ao lado do faraó por quinze anos, Nefertiti foi para Tebas, temendo ser morta nos complôs que foram tramados pelos sacerdotes e pelos generais, retornando ao palácio real, onde viveu por mais três anos, com a filha e o genro que se tornou faraó, Tutankamon.
A cidade de Akhenaton foi desativada e abandonada, sendo arrasada pelo general Horemheb, que foi sagrado faraó em 1335 AC, dando continuidade ao culto de Amon, e com quem se extinguiu aquela dinastia, dando início à XIX, a grandiosa dinastia dos Ramsés.
O trabalho de Akinaton, embora abandonado pela maior parte dos egípcios, sobreviveu. Como Amon era o deus, foi acrescido da partícula Ra, que significa o Sol, dando a designação AMON-RA.
Raio derivado de ATON (*), Raiz de Simiromba, o poder de Akinaton age de modo concentrado no Leito Magnético e em trabalhos de elevado grau de realização, como o Turigano e a Estrela de Nerhu. Não se desloca sem uma grande razão, pois concentra forças muito intensas, que devem ser manipuladas apenas em locais onde haja grande concentração de médiuns e uma força magnética animal muito ativada, para que lhe permita se deslocar plenamente. Tem todo o poder de Amon-Rá, e se projeta no chakra coronário do médium, fornecendo-lhe toda a energia para realizar eficiente e eficazmente seu trabalho.
É uma grande energia, gerando força desobsessiva, curadora e geradora. Através dela se manipulam todas as outras energias que cheguem ao trabalho ao qual está em ação.
Akinaton também rege as amacês que conduzem os espíritos sofredores para o Canal Vermelho. O faraó Akinaton foi o representante, na Terra, desse Raio, tal como, hoje, os Arcanos representam seus Ministros.
A força de Amon-Rá continuou sendo conhecida e manipulada através dos séculos, e chegou até nós, no Vale do Amanhecer.
JURAMENTO DO DOUTRINADOR - Senhor: Nesta bendita hora, venho pedir-te a permissão para melhor conduzir-me ao teu Exército Oriental. Esta Espada de Luz encoraja-me, conduzindo meu espírito à mesa redonda da Corrente Branca do Oriente Maior. Senhor: Neste instante sinto-me ligado às forças magnéticas do Astral Superior, à ciência dos veteranos espíritos, que em breve me transportará, induzindo-me o Espírito da Verdade. Esta taça que levo aos lábios, com o sabor de todas as virtudes, é o vinho que em breve correrá em todo o meu corpo, me transportando a todos os instantes o poder das forças magnéticas da Paz, Amor e Sabedoria. O gume desta espada, apontada ao meu peito, é a demonstração viva do que Te posso dar! Fira-me quando meu pensamento afastar-se de Ti. Ingeri a taça do Espírito da Verdade e nesta taça impregnei todo o egoísmo que me restava. Ninguém jamais poderá contaminar-se por mim!
JURAMENTO DO APARÁ - Senhor: Nesta bendita hora, venho pedir-te a permissão para melhor me conduzir à mesa redonda do Grande Oriente de Tapir. Que as forças dos veteranos espíritos me conduzam e me ilustrem para melhor servir nesta Era para o III Milênio. Senhor: sinto a transformação do meu espírito e, para que eu possa trabalhar sem dúvidas, tira-me a voz quando, por vaidade, enganar aos que por mim esperam. Não permita, Senhor, que forças negativas dominem minha mente. Faze, Senhor, que somente a verdade encontre acesso em todo o meu ser. Faze-me perfeito instrumento da Tua Paz. Ilumina minha boca para que puras sejam as mensagens do Céu por mim! Ilumina também minhas mãos nas horas tristes e curadoras e para sempre. Juro seguir as instruções dos mestres Doutrinadores veteranos desta Doutrina do Amanhecer. Faze-me instrumento de Tua santa Paz. A partir de então viverás em meu íntimo e serei sábio para melhor Te servir. Este é o Teu sangue que jamais deixará de correr em todo o meu ser!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
ESTRELA CADENTE
Quando Tia Neiva foi preparada na Alta Magia, foi levada por Humarran ao Oráculo de Simiromba e ali recebeu o direito de trazer a Estrela Candente e de formar os Trinos, que seriam os representantes das nossas Raízes. O ritual da Estrela Candente consta do Livro de Leis, mas pensamos complementá-lo com algumas observações, inclusive com as modificações introduzidas, por decisão de 28.2.97 dos Trinos Presidentes Triada, em conjunto com os Adjuntos Janatã e Janarã. O conjunto da Estrela Candente simboliza a grande jornada das forças civilizatórias que envolvem o período da História que precedeu nossa Era. Atravessando os grandes eventos históricos - Espartanos, Macedônicos, Egípcios e a Era Crística na sua plenitude da vida de Jesus - e chega até nossos tempos. Mãe Yara, Mãe Yemanjá e as Princesas do Adjunto de Jurema ali estão representadas para facilitar a ligação mental entre as várias épocas. No conjunto se inclui a Pirâmide, para obtenção das energias acumuladas nessa época e nessa região do planeta. O conjunto, chamado Solar dos Médiuns, inclui uma cachoeira e um estrela de seis pontas, formada por dois triângulos equiláteros cruzados, invertidos, um amarelo, onde se projetam as forças do Sol, e outro azul, sob a influência da Lua. No meio, a elipse, o mais possante portal de desintegração que temos. Cada detalhe ou cada divisão define uma linha de força, todas se reunindo no trabalho da Estrela Candente, que desintegra as energias negativas e proporciona a elevação de espíritos que, por sua alta vibração negativa, não podem ser atendidos nos trabalhos mediúnicos no Templo. A manipulação se faz, também, nos Planos Superiores, direcionando feixes de energia que irão beneficiar hospitais, presídios e muitos órgãos governamentais, locais onde se formam grandes nuvens de cargas pesadas e onde convive com os encarnados uma grande concentração de espíritos obsessores, com destaque para a legião dos Falcões. As três consagrações são realizadas todos os dias, sendo denominadas como uma Escalada. Koatay 108 se preocupou muito com a perfeita execução do ritual, pois envolve forças grandiosas de extraordinário poder, que se deslocam para o benefício da coletividade, levando a Luz para os que estão sujeitos à ação das grandes falanges das Trevas. Obedecendo rigorosamente aos horários, quinze minutos antes da hora prevista para a Consagração, é acionada a sirene e o Comandante deve solicitar que os médiuns que vão participar dos trabalhos se reunam na parte iniciática. Neste momento, a Amacê da Estrela Candente emite poderosa energia – Abaluê -, formando maravilhoso arco-íris pelos diversos padrões vibratórios de que é portadora, envolvendo o recinto, partindo do lado esquerdo da Cabine de Comando, contornando os limites da Estrela, dos Quadrantes, chegando até à Pirâmide, de onde retorna, margeando o Lago de Yemanjá e voltando à direita da Cabine. Sob o comando de OXUM MARÊ - Orixá XANGÔ, que tem o poder das Forças da Terra -, protegendo todo o recinto da Estrela de qualquer interferência externa. Os pacientes recebem suas capas, que vão protegê-los de qualquer emanação negativa, e são conduzidos aos receptores da Estrela. Se houver número de pacientes que exceda a capacidade dos projetores, eles deverão ser deixados nos bancos onde fica formada a fila dos pacientes. Cinco minutos antes de iniciar o trabalho, o Comandante faz uma harmonização e pede alguns minutos de concentração. Nesse momento, todos devem evitar qualquer movimentação ou conversas, porque a Amacê emite cassandras de forças (Catuso + Muruã), que vão passando sobre as cabeças dos médiuns concentrados, preparando suas mentes de acordo com a harmonia de cada um. Iniciando o ritual, o Comandante pede que, dentro da ordem hierárquica, seja formada a fila para o Coroamento. Muitos médiuns já aguardam o início do trabalho formando a fila, mas é preciso que estejam em harmonia e deixem espaço para aqueles que, por sua hierarquia, tenham posições à frente dos demais médiuns: o Regente Sol, o Regente Luz, o Regente Lua e o Regente Lua Sublimação, todos com suas ninfas (nunca aponas), seguidos pelos Trinos, Arcanos e Presidentes de Templos do Amanhecer porventura presentes. Obedecendo à ordem de fazer o Coroamento, a fila de mestres se desloca lentamente até à frente da Cabine, enquanto as ninfas sobem a rampa e se posicionam diante da escada. Os mestres que estão no comando descem pela passarela azul, enquanto suas ninfas os aguardam no alto da escada, e fazem a reverência diante da Cabine. Em seguida, sobem pela passarela verde e, ao chegarem no penúltimo degrau, passam para a passarela vermelha e tomam suas respectivas ninfas pelas mãos, ficando a ninfa do seu lado esquerdo, e descem pela passarela vermelha, tornando a subir pela rampa e indo fazer a anodização. Após o perfume, retornam à Cabine. Logo após os comandantes terem passado pela Cabine, os mestres fazem a reverência diante da Cabine, sobem pela passarela verde e, no penúltimo degrau, dão a mão às ninfas, descendo pela passarela vermelha. Ficam de mãos dadas até chegarem à altura do início da rampa, compondo o cortejo que segue até diante da Cachoeira. Neste ponto, há uma marca, onde Sol se posiciona atrás de Lua, fazendo a reverência e prosseguindo, subindo a rampa lateral da Cachoeira. Com as mentes em harmonia, os médiuns emitem forças centrífugas, por seus ectoplasmas, e recebem forças centrípetas, emitidas pelas cassandras, que continuam circulando. Diante de mãe Yara, fazem a reverência, a Lua atrás do Sol. Quando o cortejo chega à passarela sobre as águas, o Regente Sol se posiciona no centro da ponte, e faz sua Preparação. Os demais ficam aguardando à entrada da ponte. É preciso entender que, desde o Coroamento, não deve o médium conversar, brincar, corrigir outro mestre e nem mesmo sair da fila para beber água. Com o Coroamento, vai-se formando uma fila magnética, onde o médium já está trabalhando com todos os seus chakras, emitindo e recebendo forças necessárias ao seu efetivo trabalho, consciente de que cada um receberá de acordo com a harmonia de seu Sol Interior. Terminada a abertura do trabalho, com a emissão da Prece de Simiromba, o cortejo prossegue, cada par fazendo a reverência no centro da ponte, colocando-se a Lua à esquerda do Sol e este dando um ligeiro toque nas costas da mão direita da Lua ao fazerem a reverência, fazendo a ligação positivo/negativo. Quando o Regente Sol passa pela Cabine, o Comandante inicia a Prece Luz e dois comandantes se colocam à frente do cortejo, que vai se ionizar. Nova força – Cassuto – é emitida pela Amacê, que vai se juntar à primeira cassandra, a Catuso e Muruã, projetando nos médiuns que fazem a anodização. Para tomar o sal, os comandantes organizam grupos de 3, 5 ou 7 pares, dependendo do número de participantes do trabalho. Os Regentes formam o primeiro grupo, e, após terem se servido do sal, abrem seus plexos e emitem junto com o Comandante: “Ó, Simiromba meu Pai! Conceda-me a graça deste Anodaê, de humildade. tolerância e amor, que irá impregnar todo o meu ser! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Salve Deus!”. Ao chegarem ao perfume, esfregam seus chakras temporais e abrem os plexos, emitindo, junto com o Comandante: “Ó, Simiromba, meu Pai! Me consagre e me ionize de todo e qualquer mal!”. Isso faz com que os médiuns fiquem isolados de toda e qualquer vibração negativa, tanto dele próprio como a de outro médium ou de espíritos. Os grupos que se seguem, fazem a anodização em harmonia, sem a participação do Comandante. Os comandantes conduzem o cortejo até o Reino Central, passando pelo Receptor de Olorum, ponto central do triângulo azul, onde todos fazem a reverência. No Reino Central (Simiromba + Obatalá + Olorum), se posicionam os Regentes Sol, Luz e Lua. Um dos comandantes retorna com o Regente Lua Sublimação até seu projetor, e vai ajudar no posicionamento dos médiuns que estão chegando, após fazerem a anodização. O outro comandante começa a posicionar os médiuns nos esquifes, a partir do Reino Central, distribuindo da melhor maneira mestres e ninfas, atendendo à situação do equilíbrio de forças e à Lei que manda maior concentração no triângulo amarelo, na força do Sol, ou, se estiver na regência da Lua cheia, no triângulo azul. O mestre/ninfa Sol fica de pé no Esquife, dentro da área limitada pela faixa vermelha, que isola o médium da área de impregnação do esquife, enquanto o mestre/ninfa Lua deverá ficar de pé, diante do banquinho, até que o mestre/ninfa Sol se deite no esquife. Terminada a arrumação dos médiuns na Estrela, um dos comandantes dá o sinal e se inicia o trabalho com o Comandante dizendo: “Salve Deus!”. Neste momento, os médiuns Sol que estão nos esquifes foram a corrente magnética, dando as mãos ou, se não estiverem todos os esquifes ocupados, estendendo os braços lateralmente, com as mãos espalmadas para a frente. A partir dos projetores do 1º Mestre Reino Central e do 1º Mestre da Estrela Candente, a Amacê emana forças especiais – Alufã e Cósmica Etérica. Após a emissão da Prece de Simiromba os mestres Lua se sentam nos banquinhos e os médiuns Sol se deitam nos esquifes. Enquanto o Comandante emite a Prece de Sabah, os Doutrinadores, com seus plexos encostados nas cruzes dos esquifes, vão recebendo uma força Extra-cósmica, diretamente da Amacê, provocando uma descarga de seus ectoplasmas sobre o esquife. Tia Neiva descreveu como uma grande massa, de aspecto repugnante, assemelhando-se a um gigantesco fígado, pegajosa, que fica bem em cima da cruz do esquife, quando, ao término do mantra Hindu-Rei, o Doutrinador se levanta. Quando o Comandante pede que os Doutrinadores se preparem para fazer as puxadas, uma nova cassandra, portando as forças Abaxualê e Cósmica Vital, começa a atuar, fazendo com que os espíritos sejam mergulhados naquela massa ectoplasmática, enquanto absorvem as forças das doutrinas, para, depois, serem elevados pelas chaves da entrega. Note-se que as palavras da doutrina são iguais para todos, para que o trabalho seja harmonioso e possam as forças agir equilibradamente, o que não aconteceria se cada mestre/ninfa Sol fizesse uma doutrina individualizada. Assim, a Amacê pode recolher, através da Elipse, aqueles espíritos terríveis, capazes de obsidiar e desequilibrar até milhares de encarnados, encaminhando-os para o Umbral. Após as elevações, o mestre/ninfa Sol vai até o Apará, que já está irradiado pelo Povo das Águas, beija sua mão suavemente e o ajuda a se levantar, voltando-se o Apará para a água, ficando o Doutrinador atrás, com seu plexo aberto. O Comandante pede a presença do Povo de Cachoeira e das Sereias de Yemanjá e inicia o Hino das Ninfas, que é emitido duas vezes: na primeira, é feita a manipulação das energias nas águas da Estrela; na segunda, o Apará se volta para o Doutrinador e lhe dá o passe, repondo nele a carga ectoplasmática que foi deixada no esquife. Após o passe, o Apará se volta para a água e desincorpora. O Doutrinador volta a ficar de pé no esquife, faz uma reverência indiana em agradecimento ao Povo das Águas, se volta para o Apará, que se coloca à sua frente, de costas, e lhe aplica o passe magnético. O Comandante encerra o trabalho, e os dois comandantes ajudam a formar o cortejo de encerramento, que parte do Reino Central com os Regentes, seguidos pelos médiuns Sol e Lua, na ordem em que estão dispostos nos esquifes, tendo, ao final, os pacientes. O cortejo pára no Projetor de Olorum, onde o Regente Lua Sublimação assume sua posição, e prossegue até sair da Estrela. Os mestres ou ninfas devem evitar participar aponas, porque ficam sem a polarização das forças e, assim, só recebem uma parcela da energia que receberiam com um par. Esse recebimento parcial também acontece com aquele que não faz as três Consagrações, e só duas ou, às vezes, uma. Quando houver mais de uma Consagração no mesmo horário, pelo acúmulo de mestres, não pode um médium trocar de par. O par que começou o trabalho deverá ser mantido até o final, não devendo se separar nem mesmo para o trabalho do Quadrante. Em 28.2.97, os Trinos Presidentes Triada editaram uma decisão, também assinada pelos Adjuntos Janatã e Janarã, estabelecendo: 1) A partir de 1.3.97, nas 4as. feiras, sábados e domingos será realizada a terceira consagração na Estrela Candente; 2) Depois de iniciado o ritual não é mais permitida a entrada de pacientes e os mestres e ninfas devem entrar pelo portão da Unificação; 3) A escala dos comandantes da Estrela Candente fica única e exclusivamente sob a responsabilidade do Adjunto Janatã (Já ficara estabelecido que somente a partir dos 21 anos o mestre poderia ser um Comandante Janatã); 4) Fica proibido ao comandante escalado ceder seu comando a outro mestre, independente de sua classificação, sem autorização dos Trinos Presidentes Triada ou do Adjunto Janatã; 5) No impedimento do 1o. comandante em cumprir sua escala, por qualquer motivo que seja, assumirá o posto o 2o. comandante e, no impedimento deste, o 3o. comandante. Sempre que houver impedimento, o comandante deverá comunicá-lo, com antecedência, ao Adjunto Janatã ou, na sua ausência, a um dos Trinos Presidentes Triada; 6) Fica proibido palestras ou manifestações de qualquer natureza no Radar da Estrela Candente, antes das consagrações ou nos seus intervalos; 7) O comandante deve cumprir única e exclusivamente a Lei da Estrela, obedecendo rigorosamente os horários; 8) É responsável pelo comando do Quadrante o 2o. comandante da Estrela Candente; no seu impedimento, o 3o. comandante assumirá o trabalho; 9) Na entrega de energias, haverá a emissão dos comandantes da Estrela Candente e do Quadrante, de um Arcano e, se houver Presidentes de Templos do Amanhecer com seus componentes, um deles fará sua emissão, como representante dos demais; 10) A chamada para o Coroamento será feita da seguinte forma: “Meus mestres: Vamos nos organizar para o Coroamento de acordo com a hierarquia do mestrado!”. Por decisão, em reunião de 20.2.97, a ordem será: Trino Presidente Triada, Adjunto Janatã, Adjunto Janarã, Regentes da Estrela, Arcanos e sucessivamente, de acordo com suas classificações, os demais mestres. Na entrega das energias, os Trinos Presidentes Triada fazem, na Chama, sua emissão antes dos comandantes da Estrela e do Quadrante. O ritual da Estrela Candente obedece ao estabelecido no Livro de Leis.
· “O dia 26 de agosto de 1976 já estava clareando quando consegui arrastar para a Estrela dois espíritos, ex-obsessores de terríveis vibrações, que já tinham se aninhado no subsolo do Hospital Distrital, se aliando aos cobradores para conturbar os enfermos. Às doze horas fui assistir à primeira Consagração. Tudo decorreu bem, até que, às três horas, uma avalanche de espíritos chegou com fúria, querendo o seu chefe. Fizemos uma Escalada ou uma Consagração Especial, e lá se foram todos! Salve Deus! É o que fazemos nas Escaladas. Pensem, filhos, na paz daqueles doentes após um trabalho como esse!” (Tia Neiva, s/d)
· “Esta aula é a maior prova de tolerância e verdadeiro amor aos menos esclarecidos que Jesus nos deu. É a oportunidade de demonstrarmos a esses pobres e terríveis espíritos que, pela incompreensão, penetraram na nossa Estrela Candente, na ausência do Reino Central. Hoje, dia 20 de agosto de 1976, o que aconteceu: o nosso amor, as nossas vibrações, transformaram em benefício toda aquela ira. Foram chamados para me destruir e nós os conduzimos a Deus, com todo o amor! Deus lhes pague, meus filhos!” (Tia Neiva, s/d)
· “Mestres Luas, aparás, vejam a maravilha que está acontecendo naquela Estrela Candente! Uma maravilha deste século - as Sereias! Elas não falam. Só emitem ectoplasma, só emitem Luz. Elas não vêm para orientar o Homem em sua conduta. Elas já encontram todos com uma conduta perfeita... Assim somos nós, aparás! (Tia Neiva, 27.6.76)
· “A Estrela Candente é cabalística e, nela, nós nos libertamos. Libertamo-nos porque emitimos a nossa energia, e este ritual cabalístico nos conduz o poder das Amacês e das Cassandras. (...) Sim, filho, vamos iniciar tudo o que Deus nos deu e com o que temos um compromisso! Sinta a Estrela Candente: aqui na Terra, é o maior trabalho de desobsessão cabalístico. Sim, filhos, algo para o que, hoje, meus filhos, já estão preparados!... (...) A Estrela, com sua poderosa luz, paga o preço de sua Amacê, na responsabilidade de um ritual cabalístico que implica a força extraída de uma jornada no horário e da emissão de seus Comandantes. A jornada é o desenvolvimento do plexo na formação de uma sequência com o Comandante na cabine; faz-se a preparação, o envolvimento com as Sereias e com o Povo das Cachoeiras; mais uma jornada, que é a revisão final; e, por último, os Esquifes, os Tronos, que são o resultado da cultura geral. ” (Tia Neiva, .8.80)
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